terça-feira, 7 de agosto de 2007

Crónica

Quantas trivialidades se nos cruzam na vida, às quais damos mais ou menos importância conforme o nosso estado de espírito. Somos todos diferentes e únicos, assim como o são os nossos sentimentos e a nossa maneira de ser. Certo é que repetimos padrões, que nos devemos comportar de forma desejada conforme as regras que vamos aprendendo.

Mas, na verdade, somos únicos e, para além de racionais, somos emotivos. Facilmente julgamos atitudes e comportamentos mas já não somos tão claros quando julgamos as emoções, principalmente as nossas.

Todos repetimos, em alguns pontos, experiências de vida mas a forma com que cada um as “vive” prova a nossa autenticidade (naquilo que somos e naquilo que acreditamos). Somos previsíveis pois as nossas acções derivam de um código de conduta entregue pela sociedade, naquilo que nos é exterior - os outros. Quem nunca pensou naquilo que os outros poderiam dizer ou pensar. Precisamos de ser aceites mas até onde estamos dispostos a ir? A partir de que ponto perdemos a noção do eu? Cada qual faça a pergunta a si mesmo: quem sou verdadeiramente eu e o que realmente pretendo? Não devemos ser uma sombra de nós próprios.

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